segunda-feira, 25 de maio de 2009

De Yeah yeah yeah's à África do Sul

Eu gosto de acompanhar os Yeah, yeah, yeah’s do John, com o Paul os Na na na’s, sentir o que o George tem a mostrar, e de cantar com o Ringo sobre o fundo do mar. Tento enxergar o simbolismo do Jim, dançar com o Elvis, quebrar regras com o Roger e ser psicodélico como o Barret. Gosto do charmoso desafinar do Dylan, da voz da Janis “boiando” no ar, e sinto falta de muita coisa ouvindo o Kurt. Se meu mundo cair, meu super-ego eu não vou tentar controlar. O Sting me anima, assim como os solos dos “Sultões”. Mando boas vibrações pra quem lê isso, aprendi com o Mike Love. Canto o que eu quiser e o que gostar, graças às Mamas e aos Papas. Mas uma coisa é certa: impossível me satisfazer sem o rock’n’roll do Mick e o vozerão do Freddy... Vou odiar tudo do outro lado com o Valensi, inclusive São Francisco, como o Alex gostaria. Tim Maia já me imunizou. Já fritei com os Mutantes, mas agora estou sóbrio com a Rita Lee (Aqui, ali e em qualquer lugar!). Já tomei banho de lua com a Celi, vi meninas com biquínis apertados e já andei no calhambeque do terrível Roberto Carlos. Sofro com o Cazuza e observo o espaço com a Cássia Eller. Elis me faz crescer como meus pais, enquanto Miriam Makeba e Asa me remetem a uma infância que, na verdade, não é minha. Atualmente ando me questionando, o que é que a vida vai fazer de mim, Chico?