sábado, 19 de dezembro de 2009

Espera.

17 anos, 364 dias, 16 horas e 24 minutos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Lune

Há tempos gostaria de escrever direito nesse blog, e hoje, aniversário da Lune, vejo uma ocasião potencial para fazê-lo. "Two birds, one rock."

Looney bird!

"Hoje é um dia especial pra mim, pois é um dia especial pra uma das pessoas mais importantes da minha vida! Aniversário de uma amiga que é como uma irmã para mim." Mas eu não vou te escrever por isso, a data é só um pretexto! Então, primeiramente, desejo tudo de bom pra você, e muita felicidade!

Por mais que, na minha cabeça, eu saiba te definir, ainda acho difícil falar sobre você, e o mesmo vale sobre escrever. Quando fiz 15 anos, você me escreveu um super depoimento, coisa que nunca cheguei a fazer para você.

Quando éramos pequenos, não chegamos a ser próximos. E falar desse jeito é abusar do eufemismo. Eu me lembro de uma vez em que você fez uma festa de Halloween com o Ciro, quando estavamos na 4ª série, e só não chamou uma pessoa.

Mas, graças ao cosmo, o tempo passa, e fui feliz no momento em que passei a falar com você. Não consigo me lembrar, por mais que me esforce, do dia exato, nem da situação que mudou o rumo da nossa relação. Mas tenho uma ideia geral, aconteceu há quase 7 anos. E como foi bom! Um garoto-problema, como era, que, ao acaso, ficou amigo das "meninas populares", hahaha. Acho que vocês tiveram um papel importantíssimo na fase da minha vida em que expandi meus horizontes para novas amizades. Vocês me abriram portas, e eu passei a ser um garoto mais normal, a partir disso.

Mesmo assim, continuei tendo problemas. Passei a andar só com meninas, você se lembra? Com exceção do Michel, do Bruno, etc... Mas o Michel não ajuda muito, hahahaha! E, em 2005, vivi um dos melhores anos da minha vida, com vocês. Tudo parecia um tanto irreal.

Uma pancada na cabeça. Essa é a melhor descrição que posso fazer sobre o que senti no momento em que nós fomos separados. O início do colegial foi um inferno pra mim, praticamente sozinho em uma sala nova, com gente estranha.

As coisas melhoraram, fiz amigos homens, grandes amigos, outras amigas, pessoas por quem tenho grande consideração; Foram pessoas que me ajudaram a evoluir, a crescer, a amadurecer. Você me disse, uma vez, que adoraria ter participado de tudo isso. E eu te digo uma coisa: participou. A falta que você me fez, em diversos momentos da vida, me ajudaram a ser mais resistente, mais paciente e a perceber que sentir saudade é uma das coisas mais naturais que existem. A sua presença, em outros, me fez valorizar amizades como nunca tinha feito antes.

Ao mesmo tempo em que cresci, observei de longe você deixar de ser uma menina um tanto quanto mimada e se tornar essa mulher perseverante, batalhadora, decidida e independente. E espero ter participado desse processo, de alguma forma.

Vendo nosso passado, eu sinto saudade de coisas banais, mas que faziam meu dia. De conversas, risadas, de te dar trufas, palhas italianas depois do almoço, de te pagar lanches na cantina, de te abraçar, de discutir coisas imbecis com você, de contar os dias pra você voltar e eu te ver, de ouvir sua voz de taquara rachada, de esconder seu material, te ensinar Química...

Nós tomamos rumos diferentes, há algum tempo... Você tem uma infinidade de amigos que gostam de você, e você merece ter MILHÕES de amigos, porque não te querer por perto é burrice. Tento fazer com que as coisas pareçam ser como eram antes, mesmo sabendo que isso não existe mais. "Mas não posso ser egoísta a ponto de querer você só para mim sempre."

Então, Lune, finalizo aqui dizendo que um dos meus sentimentos mais fortes por você é ORGULHO.

Love you, always will,

Gar


Essa foto, tirei do bolo que fiz pra La Lune, no seu aniversário de 2007, quando estava no Texas.


"In many ways, they'll miss the good old days
Someday, someday
Yeah, it hurts to say, but I want you to stay
Sometimes, sometimes

When we were young, oh man, did we have fun
Always, always
Promises, they break before they're made
Sometimes, sometimes!"
(Someday - The Strokes)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

De Yeah yeah yeah's à África do Sul

Eu gosto de acompanhar os Yeah, yeah, yeah’s do John, com o Paul os Na na na’s, sentir o que o George tem a mostrar, e de cantar com o Ringo sobre o fundo do mar. Tento enxergar o simbolismo do Jim, dançar com o Elvis, quebrar regras com o Roger e ser psicodélico como o Barret. Gosto do charmoso desafinar do Dylan, da voz da Janis “boiando” no ar, e sinto falta de muita coisa ouvindo o Kurt. Se meu mundo cair, meu super-ego eu não vou tentar controlar. O Sting me anima, assim como os solos dos “Sultões”. Mando boas vibrações pra quem lê isso, aprendi com o Mike Love. Canto o que eu quiser e o que gostar, graças às Mamas e aos Papas. Mas uma coisa é certa: impossível me satisfazer sem o rock’n’roll do Mick e o vozerão do Freddy... Vou odiar tudo do outro lado com o Valensi, inclusive São Francisco, como o Alex gostaria. Tim Maia já me imunizou. Já fritei com os Mutantes, mas agora estou sóbrio com a Rita Lee (Aqui, ali e em qualquer lugar!). Já tomei banho de lua com a Celi, vi meninas com biquínis apertados e já andei no calhambeque do terrível Roberto Carlos. Sofro com o Cazuza e observo o espaço com a Cássia Eller. Elis me faz crescer como meus pais, enquanto Miriam Makeba e Asa me remetem a uma infância que, na verdade, não é minha. Atualmente ando me questionando, o que é que a vida vai fazer de mim, Chico?